Falar de Violência Escolar é também falar de Bullying.
O termo bullying, actualmente tão utlizado, foi cunhado por Dan Olweus (Conversa com o Dr. Dan Olweus acerca do seu programa de prevenção de Bullying) num dos seus trabalhos de investigação sobre as tendências suicidas em jovens e adolescentes.
O termo refere-se não só a todo o tipo de violência física, mas também a todo o tipo de agressões verbais, desde os mais simples insultos, piadas, gozos, alcunhas…
E escola é actualmente o sítio onde este novo tipo de pressão social mais se exerce, uma vez que é nele que se encontram muitas crianças e os adultos responsáveis por esses espaços não tem capacidade de vigilância para todos e a toda a hora. O Bullying ocorre como qualquer outro tipo de assédio ou maltrato. Habitualmente, é feito por crianças que tem mais força ou poder sobre a vítima; o agressor acusa a vítima de ser ela a responsável por estar a ser tratada daquela forma e a maneira como isto entra na cabeça do agredido é de tal forma forte que esta acredita verdadeiramente que tem culpa de ser “feia, gorda ou fraca”.
Este tipo de maltratos passa muitas vezes despercebida por parte dos pais, professores ou comunidade em geral. O agressor incute medo no agredido para que este se mantenha em silêncio (Campanha de incentivo à denúncia por parte dos jovens agredidos). Na maioria das vezes, os casos de bullying só são descobertos quando efeitos mais graves começam a aparecer: fobia a escola, baixo rendimento escolar, depressão e doenças psicossomáticas.
O bullying implica maus-tratos continuados e repetidos e não deve ser confundido com a agressividade normal na infância e na adolescência e, obviamente implícita nas diferentes brincadeiras.
Sem comentários:
Enviar um comentário